segunda-feira, 28 de novembro de 2011

REFLEXÕES INICIAIS ACERCA DOS DESAFIOS DA ESCOLA NA SOCIEDADE ATUAL

Na conjuntura atual, “nunca houve tantas pessoas aprendendo tantas coisas ao mesmo tempo como em nossa sociedade atual”. Essa sociedade que ora se encontra denomina-se sociedade da aprendizagem (POZO, 2002), na qual o ato de aprender não se constitui apenas uma exigência social crescente, mas também essencial para o desenvolvimento pessoal, cultural e mesmo econômico dos cidadãos.  Ou seja, a aprendizagem continuada (VALENTE, 2011) é nova ordem.
Essa mesma sociedade gera, consequentemente, uma nova cultura de aprendizagem – uma nova forma de conceber e gerir conhecimento seja da perspectiva cognitiva seja da perspectiva social. Pozo (POZO, 2007, p. 36) afirma: “Não há mais saberes ou pontos de vistas absolutos..., a verdade é coisa do passado, mais do que do presente ou do futuro”, ou seja, vivemos em uma era da incerteza (MORIN, 2001), dialogando com as diversas perspectivas, com a relatividade das teorias, com um leque enorme de múltiplas interpretações de toda informação, para enfim formar/construir seu próprio juízo ou ponto vista.
Entretanto, essa tarefa não é fácil. Apesar de se viver em uma sociedade do conhecimento, o acesso a esse conhecimento torna-se íngreme devido aos obstáculos que a maioria da população brasileira possui: as demandas cada vez maiores de alfabetização em seus mais diversos matizes é exemplo disso. Por isso, converter, nesse contexto histórico e social que a educação brasileira vive, sistemas culturais de representação em instrumentos de conhecimento torna-se um dos maiores desafios educacionais.
A superação desse desafio requer novas formas de aprender e de relacionar-se com o conhecimento, missão árdua que não acontece da noite para o dia, mas sim de um longo processo, no qual nem todos que estão inseridos no meio educacional estão predispostos a fazer. Vale lembrar que a predisposição é um fator determinante para transformação dos envolvidos no processo da aquisição do conhecimento, tanto pela parte do educando como do educador. Os dois agentes desse processo devem caminhar juntos rumo a uma mesma direção.

REFERÊNCIAS


VALENTE, José Armando. Aprendizagem continuada ao longo da vida o exemplo da terceira idade. Disponível em: <htp://www.revistapatio.com.br/numero_anteriores_conteudo.aspx?id=19 >. Acesso em:

MORIN, E. La mente bien ordenada: repensar la reforma, reformar el pensamiento. Barcelona: Seix Barral, 2001.

POZO, Juan Ignácio. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2002.

______. A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento. 2007. Disponível em: <http://www.udemo.org.br/A%20Sociedade.pdf>. Acesso em:

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