Na conjuntura atual, “nunca houve tantas pessoas aprendendo tantas coisas ao mesmo tempo como em nossa sociedade atual”. Essa sociedade que ora se encontra denomina-se sociedade da aprendizagem (POZO, 2002), na qual o ato de aprender não se constitui apenas uma exigência social crescente, mas também essencial para o desenvolvimento pessoal, cultural e mesmo econômico dos cidadãos. Ou seja, a aprendizagem continuada (VALENTE, 2011) é nova ordem.
Essa mesma sociedade gera, consequentemente, uma nova cultura de aprendizagem – uma nova forma de conceber e gerir conhecimento seja da perspectiva cognitiva seja da perspectiva social. Pozo (POZO, 2007, p. 36) afirma: “Não há mais saberes ou pontos de vistas absolutos..., a verdade é coisa do passado, mais do que do presente ou do futuro”, ou seja, vivemos em uma era da incerteza (MORIN, 2001), dialogando com as diversas perspectivas, com a relatividade das teorias, com um leque enorme de múltiplas interpretações de toda informação, para enfim formar/construir seu próprio juízo ou ponto vista.
Entretanto, essa tarefa não é fácil. Apesar de se viver em uma sociedade do conhecimento, o acesso a esse conhecimento torna-se íngreme devido aos obstáculos que a maioria da população brasileira possui: as demandas cada vez maiores de alfabetização em seus mais diversos matizes é exemplo disso. Por isso, converter, nesse contexto histórico e social que a educação brasileira vive, sistemas culturais de representação em instrumentos de conhecimento torna-se um dos maiores desafios educacionais.
A superação desse desafio requer novas formas de aprender e de relacionar-se com o conhecimento, missão árdua que não acontece da noite para o dia, mas sim de um longo processo, no qual nem todos que estão inseridos no meio educacional estão predispostos a fazer. Vale lembrar que a predisposição é um fator determinante para transformação dos envolvidos no processo da aquisição do conhecimento, tanto pela parte do educando como do educador. Os dois agentes desse processo devem caminhar juntos rumo a uma mesma direção.
REFERÊNCIAS
VALENTE, José Armando. Aprendizagem continuada ao longo da vida o exemplo da terceira idade. Disponível em: <htp://www.revistapatio.com.br/numero_anteriores_conteudo.aspx?id=19 >. Acesso em:
MORIN, E. La mente bien ordenada: repensar la reforma, reformar el pensamiento. Barcelona: Seix Barral, 2001.
POZO, Juan Ignácio. Aprendizes e mestres: a nova cultura da aprendizagem. Porto Alegre: Artmed, 2002.
______. A sociedade da aprendizagem e o desafio de converter informação em conhecimento. 2007. Disponível em: <http://www.udemo.org.br/A%20Sociedade.pdf>. Acesso em:
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